VÁLVULA DE ESCAPE
Abdicar de mim Reles ser - que a ninguém dá orgulho - Inexistir para sempre Ainda jovem flor já murcha Haja coragem para não ser mais Haja vontade em ir Ao profundo mistério Da não-matéria Quisera forjar a inexistência Sem choros ao redor Sem arrependimentos Mas é tudo drama Sem dramaturgo É bem verdade Essa vida fadada a humilhações De todos os lados Já não salva o sol que estala É quente por demais E não combina com este meu coração frio O poema é sempre a válvula última de escape Depois dele Só mesmo a morte! (Danúbia Ivanoff)