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Mostrando postagens de novembro, 2017

PÂNTANO

Atravesso o pântano rumo ao efêmero Vou de encontro a dor que eleva o espírito Sinto a vida nas veias Teço esta manhã junto ao café que esfria Sigo reluzente no breu dos caminhos desconhecidos Quero amanhecer mas as vezes não consigo Observo com certa distância o barco levar o fracasso conformando-se com a imensidão do horizonte escasso e Ilusoriamente infinito... Contemplo a finitude das coisas com lágrimas salgadas, dentro petrificadas. Não alcanço meu querer que se acabou deslocado, envergonhado, dolorido Apenas queria dar minhas carícias, tocar o antes no agora: Apenas queria o impossível. (Danúbia Ivanoff)