PÂNTANO

Atravesso o pântano rumo ao efêmero
Vou de encontro a dor que eleva o espírito

Sinto a vida nas veias
Teço esta manhã
junto ao café que esfria

Sigo reluzente no breu dos caminhos desconhecidos
Quero amanhecer
mas as vezes não consigo

Observo com certa distância o barco levar o fracasso
conformando-se com a imensidão do horizonte escasso e
Ilusoriamente infinito...

Contemplo a finitude das coisas com lágrimas salgadas,
dentro petrificadas.
Não alcanço meu querer que se acabou deslocado,
envergonhado, dolorido

Apenas queria dar minhas carícias,
tocar o antes no agora:
Apenas queria o impossível.

(Danúbia Ivanoff)





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