VIVA OS BUFÕES E PALHAÇOS
O bufão
com seu repertório inesgotável de histórias
muito querido
e ao mesmo tempo
vilipendiado
Conseguiu achar
uma estreita porta dos fundos
para sua estimulante entrada!
O bufão
com seu repertório inesgotável de histórias
muito querido
e ao mesmo tempo
vilipendiado
Conseguiu achar
uma estreita porta dos fundos
para sua estimulante entrada!
Mesmo lá aonde as autoridades
estavam certas de ter conseguido
bani-lo!
Escondido nas entrelinhas da tradição
Ele espera, junto aos seus semelhantes,
para desmentir os velhos clichês
da Idade das Trevas
O sobrevivente palhaço de hoje
com seu repertório inesgotável de histórias
Muito querido
e ao mesmo tempo
vilipendiado
consegue, aos trancos e barrancos
achar uma estreita porta dos fundos
mesmo aqui aonde as autoridades
estão ainda mais convictas
no projeto de bani-lo
Explícito nas entrelinhas massificadas,
usurpadas da tradição,
ele espera, junto aos seus semelhantes,
para desmentir as velhas ilusões
da Idade das ofuscantes Luzes.
Danúbia Ivanoff
Referência bibliográfica para escrever este
poema: BERTHOLD, Margot. Historia Mundial do Teatro – 4ª ed. – São Paulo:
Perspectiva, p. 223, 2008.
Comentários
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O que teria a crítica a ver com minhas poesias?
Muita coisa a ver, eu diria.