RAZÃO DO POEMA
Bem sei que o que move o poema
É mais morte do que vida
Tal qual sentir-se
Em areia movediça em que se quer imergir
Ou em alturas imensas em que se quer precipitar
Poema bom é poema que se joga
Que se queima, que se rasga
Os que rimam em métrica sem dor
São como pessoas ricas a beira da piscina
Feito ratos em risos e regozijos
(totalmente dispensáveis para um mundo em crise)
Poema preciso
É poema que sangra e chora
Que é batalha
Para um poeta
Os pássaros, as funduras dos lagos
Os peixes, o farfalhar das árvores,
as belezas naturais
Flores azuis rosas ou amarelas
Não passam de disfarses
Poema bom, é poema
Cor de sangue, viceral
É poema com um bocado de revolta
e feiúra.
(Danúbia Ivanoff)
É mais morte do que vida
Tal qual sentir-se
Em areia movediça em que se quer imergir
Ou em alturas imensas em que se quer precipitar
Poema bom é poema que se joga
Que se queima, que se rasga
Os que rimam em métrica sem dor
São como pessoas ricas a beira da piscina
Feito ratos em risos e regozijos
(totalmente dispensáveis para um mundo em crise)
Poema preciso
É poema que sangra e chora
Que é batalha
Para um poeta
Os pássaros, as funduras dos lagos
Os peixes, o farfalhar das árvores,
as belezas naturais
Flores azuis rosas ou amarelas
Não passam de disfarses
Poema bom, é poema
Cor de sangue, viceral
É poema com um bocado de revolta
e feiúra.
(Danúbia Ivanoff)
Comentários
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O que teria a crítica a ver com minhas poesias?
Muita coisa a ver, eu diria.