DOCE AMARGA ELA

Talvez seja o silêncio que faço
Junto com o piar dos pássaros
Que leva acalentar a solidão.

Por certo é um hábito
servi-lhe café todas as manhãs
E assistir as horas escorrendo
Feito um relógio de Dali.

Dar bom dia a ela
              que nada mais poderia
           ser senão
                              uma Lição
                                      sim, uma lição...
                            um pedaço do aprendizado
frente os passos que dão os ponteiros exatos e calculados do relógio
marcando o tempo precioso que temos em busca contínua de decifrá-la,
                                                                 ah doce-amarga experiência de
                                                                            amadurecências íntimas.

Por quê tão cheia de vazios?
Por quê tão cheia de suvenir?
Por quê tão cheia de desculpas?
Por quê também tão cheia de carências
E necessidade de gratidão?

Doce-amarga ela
tão vasta e séria
e imensa e sabida 
e também dançarina empenhada
jogo de cintura na vida.

Talvez seja
Oblíqua veladora silenciosa de nós
doce-amarga ela:
carrega nosso segredo suspenso
vozes mudas no ser dentro.

(Danúbia Ivanoff)

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